
Um sujeito (não vou escrever o nome dele, pois o que ele mais queria é ser alguém e para mim ele é ninguém) entra na escola onde estudou, armado de dois revólveres e carregadores em série e fuzila inúmeras crianças ( também não vou dizer quantas por que a dor não se conta ) a maioria do sexo feminino. Surpreendido por um militar , leva um tiro e se mata.
- O mundo masculino está ligado a morte e a guerra, você nunca vai ouvir que uma fêmea entrou numa escola e matou crianças
- O universo em que vivemos é visual, as pessoas precisam ser vistas e identificadas como tal, no caso desse energúmeno, ele queira ser visto como uma pessoa que "fez algo"
- O militar em questão não é um herói, apenas agiu como sua profissão orienta
- Todo suicida é um doente mental
- Cães nunca atacam para matar, somente em defesa própria ou em caça
- A sua fuga para uma religião, o seu discurso de fanatismo é o pior de tudo, pois os desajustados sempre correm para um ninho onde são abrigados por seus iguais
- Quem vendeu? Por que vendeu a arma? E a munição? Ninguém desconfiou de nada? Diante de um sujeito altamente desequilibrado?
- Onde está a família dele? Em momento algum foi submetido a uma consulta e avaliação psiquiátrica? Ou será que monstros são criados sozinhos?
- A escola nunca se preocupou com esse excluído, que fez de sua exclusão - as meninas zoavam dele - uma nova maneira de viver ( já que não me querem serei "puro" )
- Será que as pessoas ainda não perceberam que o desejo, a pulsão é a fonte de todas as psicoses e neuroses?
Úrsula Maff